Oi, como está sendo o início do seu final de semana? Legal? Ruim? Monótono? Agitado? Pois bem...
Se você está lendo esse texto, com certeza deve ter um perfil no Facebook. Não estamos a sós, afinal fazemos parte dos mais de 845 milhões de usuários pelo mundo.
Se você tem um perfil e acredita apenas ter criado por uma pequena eventualidade... Sinto muito, mas você provavelmente é mais um viciado.
Como viciado em fase de desintoxicação resolvi contabilizar e notar algumas coisas as quais são impossíveis de passarem despercebias. Lá você encontra um conteúdo que está longe de ser homogêneo. Tem o fútil, o objetivo, o humor, a seriedade, trabalho, queixas, notícias, piadas e as incontáveis frases de auto-ajuda.
Entre todos esses temos os que "ostentam" e até os que já são a própria riqueza em pessoa. Temos os que defendem causas políticas e a interminável batalha entre ateus e religiosos. Temos quem bate foto da hora em que se arruma na frente do espelho, sai de casa, chega na balada e ao sair dela. Os fanáticos por futebol e suas provocações contra outros fanáticos de times rivais. E também crianças! Crianças inocentes, sexualizadas e já alienadas em busca de uma falsa fama, construindo apenas uma vitrine para pedófilos de plantão. Pais, por favor, essa ideia de que a escola tem a obrigação de dar educação não faz o menor sentido.
Não que eu tenha pretensão de ver pessoas atirando ofensas umas contra as outras na rede social azul, mas algo que me chateia são as indiretas. É um tal de: "Estou orado fervorosamente para que Deus te abençoe com uma morte lenta e dolorosa", "Se você tem inveja de mim, senta e assiste o meu sucesso". Pessoas que falam em sucesso no Facebook, não fazem ideia do significado da palavra. Vai entender. E mais... Elas teriam coragem de falar essas coisas pessoalmente à quem está sendo direcionada?
A invenção dessa rede social foi decisiva para a inclusão e divulgação da frustração humana pelo planeta. Observamos um processo de auto afirmação nunca antes visto em qualquer outro tempo. É como se houvesse um altar imaginário da popularidade em que todos desejam um dia subir nele.
Estamos medindo nossa aceitação através de curtidas, compartilhamentos e um tal de "adooooooro!".
Essa frustração e busca por uma falta que não se sabe de quê provoca fenômenos estranhos e sem muito exagero, mais que bizarros. Tente dar a notícia da descoberta da cura do câncer e competir com o número de curtidas da nova cor do cabelo da Bruna Marquezine. No mínimo resultaria em 12 curtidas para a descoberta, contra 5642 para o cabelo da atriz.
Resumindo... somos voluntários no maior laboratório virtual do mundo, disputando um lugar e uma fama incerta através da aceitação de outras cobaias.
Não precisa curtir. Há não ser que você tenha medo de que eu me torne mais popular que você. O que acho muito difícil de acontecer. Afinal, como um texto dessa categoria irá ganhar mais curtidas que a foto do seu prato na hora do almoço?

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