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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Nosso poder e a saudade

Estava ouvindo o cd da banda Rosa de Saron hoje e descobri o quanto serve para complementar minhas doses diárias de alegria e bom humor. Estou tirando boas lições de tudo o quanto seja agradável e consumível culturalmente.
Aprendi a muito tempo com a vida que nada é eterno mas que, por incrível que pareça elas ao mesmo tempo podem ser para sempre. Achou essa contradição meio que louca? Não é tanto assim.
O tempo passa e com eles todas as nossas experiências, e por incrível que pareça até as piores passarão.  Tudo se baseia em momentos, períodos, tempos e também em estado de espírito. Amigos vêm e vão. Os importantes sempre ficam mesmo dando adeus.
Nenhuma amizade será eterna, mas sempre muda de uma forma ou de outra. As relações mudam porque o tempo assim obriga, porque não fomos feitos para estarmos presentes com nossos amigos para o resto da vida. Isso não é eterno. Contudo, é importante viver focando-nos apenas no que passa agora, deixando de parte tudo o resto, vivendo!
No entanto, há algo que fica sempre, quando alguém se prende a nós, em qualquer momento, com uma força enorme e quase que inexplicável. São essas pessoas que devemos levar conosco até o fim... Mesmo que apenas em pensamento.
Mesmo que o vento os leve, sempre ficará o aroma de um sentimento único e raro... O de nosso amor por essas pessoas verdadeiras que nos tocaram de alguma forma. É difícil esquecê-las quando se tem coração e memória.
E todos nós sempre carregaremos, apesar das distâncias, algo que um deixou no outro, crescendo, aprendendo, conhecendo novos amigos, novos amores e não esquecendo-nos da partilha que um dia foi feita. 
Como queria voltar a ser criança e reencontrar a melhor parte da minha vida. Longe dessa corrida pelo ouro imposta pelos adultos.
Um dia ainda reviverei tudo isso... Correrei, brincarei, pularei com todos os meus amigos da infância e quem sabe ouvirei a voz do meu pai me chamando pronto para me abraçar. Saudades...
Vivamos.

Marcos Gomes

domingo, 16 de outubro de 2011

Vivos e juntos

Falando de maravilhas, eu estou vivo e junto com todos vocês, quando eu poderia estar com quaisquer outras pessoas. Eu poderia ter sido um homem qualquer ou quem sabe um morador de rua coberto com papelão. Eu poderia ter sido a esposa de um grande empresário não me preocupando com a minha independência, tendo tudo o suficiente para manter o meu status. Eu poderia ter dormido ao lado de um homem com uma cama de ouro, que assinava licitações para negócios políticos e levantava uma bandeira estrelada para uma geral com dentes de madeira. Eu poderia ter sido um filhinho de papai exemplar ou um jovem sem nome chorando por alguns míseros trocados, perdido no mundo tendo um pai ausente e uma mãe bêbada.
Eu poderia ter sido o papa, sentado em seu trono dourado ou quem sabe uma criança africana faminta às vésperas da morte... Ah, como eu poderia ter sido. Eu poderia ter sido isso tudo e mais um pouco. 
Eu poderia ter sido posto diante de um altar e sacrificado para acalmar um deus vingativo, ou quem sabe uma criancinha, sentada diante de adultos dotados de promiscuidade lavando o seu cérebro com crentices imundas. Eu gosto de pensar que poderia ter sido uma virgem no amor com um anjo mal intencionado. Eu poderia ter sido algum de vocês. Eu poderia ter sido um cão ou um gato, e mesmo assim sendo um dos dois teria um arqui-rival. 
As probabilidades contra nós são infinitas, nossas chances de estarmos vivos e juntos quando queremos estatisticamente são inexistentes. Ainda guardamos o nosso pior lado... O da hipocrisia.
Temos feito isso, vivendo em tempos de culto a sexualidade e seus corpos artificiais. Em tempos de médicos desumanos e da justiça nascida sem córneas. Em tempos de crentes sem uma verdadeira crença, cegos pelo cheiro da moeda.
Vivo a cada dia com problemas maiores ou menores do que os dos outros e animado por mais infinitas que sejam as possibilidades contra mim... Possa ser que um dia eu recomece de um ponto diferente, mas são apenas probabilidades. 
Estou aqui juntamente com maravilhas, loucuras, anseios, desejos, verdades, mentiras, erro, humor, misericórdia, viagens, vozes, rostos, cores, verões, invernos, manhãs, conhecimento, lágrimas e chance.
Estou vivo.


Marcos Gomes

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Luz no fim do túnel: 1º passo para a única certeza.



Caminhando hoje tive um momento de reflexão... Quantas pessoas aglomeradas, isso em apenas alguns quarteirões, imagine em toda uma cidade, estado, país, continente e no planeta... Não param de nascer mais dia após dia. Todos eufóricos em busca de algo que nem eles mesmos sabem onde encontrar. Todos com suas convicções e razões tão mais corretas que a de qualquer um outro. Convivendo com vícios gerados pela corrida frenética imposta pelo capital. Passando uns por cima dos outros, pisando, humilhando, desprezando, roubando e até matando motivados pela soberba. Estamos em mais de 7 bilhões e continuamos subindo... Por que nos tornamos a maior praga e ameaça de todos os tempos para o nosso planeta? 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Madrugada de hoje.



Acordo na madrugada devido ao barulho provocado por meu irmão ao roncar... Confesso que já estou um tanto quanto incomodado com a situação. 
Acordei quando quase todas as casas estavam com as luzes apagadas e só se ouviam buzinas distantes de algum outro lugar, mas vi também uma janela com a luz acesa do outro lado com alguém olhando para pontos diferentes de mim. Olho para fora, olho para o outro lado mais longe, com a janela acesa, e faço uma nota mental.

Em que você pensaria?

sexta-feira, 15 de abril de 2011

"Por detrás da Alegria e do Riso,
pode haver uma natureza vulgar,
dura e insensível. Mas,
por detrás do Sofrimento,
há sempre Sofrimento.
Ao contrário do Prazer,
a Dor não tem máscara."
                                          Óscar Wilde

Eu poderia fazer um comentário tão grande e profundo quanto merece o texto, porém hoje não há palavras nem tão pouco vontade para dizer seja aquilo que for. Vejo-me perdido entre felicidades que se deixam "estragar" em pouco tempo. É um prazer momentâneo, tal qual o prazer de transar com quem não se gosta! A ânsia de ter em suas mãos, o prazer da primeira penetração, e o restante prazer enquanto sente-se espasmos durante o gozo. Porém, quando se acaba e deita-se ao lado sem um abraço, tudo permanece imóvel e igual! E acabou todo e qualquer prazer...
Quanto mais entendo a sociedade, menor me sinto diante dos macacos.
Marcos Gomes

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Nós humanos chegamos como os senhores da terra, com estranhos poderes e lendas de amor e misericórdia... Devíamos nos amar como iguais. Respeitando credo, sexualidade, raça, deficiência e posição social. Deveríamos nos amar como parte de toda uma população de serers viventes sem nos diferenciar dos animais inscientes.
Quando somos tocados pelo sofrimento de qualquer outro ser vivo aquele sentimento fala bem de nós. Quando não somos tocados, estamos ignorando a parte boa de nossa humanidade.


Por que devemos desprezar, ridicularizar, maltratar ou até matar outro ser pelo simples fato dele ser diferente de nós?


Se 98% da população mundial fosse formada por pessoas pobres, os ricos deveriam se mostrar menos ricos para não serem caçados?


Se estivéssemos em um planeta onde ser heterossexual fosse motivo de preconceito, você tentaria mostrar-se homossexual para não sofrer por sua condição?


Se todos nós escolhessemos antes do nascer nossa condição? Nascer rico, bonito, saudável e heterossexual, ainda assim você sentiria a necessidade de mostrar-se diferente alguma vez em sua vida.

Tudo pode retroceder...


Se você fosse cego de qual forma veria o mundo?

Marcos Gomes da Silva

sábado, 1 de janeiro de 2011

Gosto

Eu gosto das pessoas quando
quando elas retiram os rostos
tiram todos os sorrisos
e são reais
Porque as pessoas pensam em morrer quando estão sozinhas
Eu queria experimentar presenciar algo assim
E eu sei que estou vivo
Sou uma estrela cadente no olhar de alguém
Pessoas me deixam louco
Sou apaixonado por elas...

Eu meio que gosto das pessoas
quando elas inventam o que é real
É igual a um passeio bonito...


Marcos Gomes

Retro